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Artigo O crucial na Responsabilidade Social das Empresas

 

O crucial na Responsabilidade Social das Empresas

Quais os principais fatores de atraso no desenvolvimento de país ?   -   Desenvolvimento Tecnológico e Distribuição de Renda. Portanto, é necessário desafiar o status quo das empresas nas suas definições de responsabilidade social: qual é o horizonte da visão sobre responsabilidade social?
 

Nosso pragmatismo do aqui e agora (legado cultural) determina o assistencialismo. Uma solução de curto prazo.
Algumas empresas conseguem investir na formação escolar da comunidade, ou numa visão mais espraiada do tempo,  na educação ampla em que se contempla a Educação com reflexos de longo prazo na melhoria da qualidade de vida.
 

Encarar uma visão atemporal e sistêmica da questão significa ampliar o horizonte temporal, disseminar os resultados das políticas de responsabilidade social. Significa associar ao assistencialismo - necessário no curto prazo e à  faixa da miséria, e à Educação - imprescindível no longo prazo, as questões tecnológica e de distribuição de renda. A primeira porque oferece infraestrutura de desenvolvimento econômico à Educação no médio e longo prazo e a segunda é verdadeiramente atemporal, é realmente diferencial pois provoca transformações em qualquer tempo.

Como em tudo, criar e prescrever estratégias é a parte fácil (dizer o que fazer). A parte difícil é implementá-las eficazmente: como fazer? Como organizar-se para implementar a nova direção estratégica?

O desenvolvimento tecnológico é sem dúvida estrutural. Há que se discutir o papel e a influência das Universidades e das empresas, do financiamento e do fomento à pesquisa e outra vez, o nosso imediatismo cultural. Colocar esta discussão também sob a ótica da Responsabilidade Social é torna-la sistêmica, engrossar fileiras, incentivar a participação de todos no seu desenvolvimento. O primeiro passo para a solução de um problema não é o seu reconhecimento? O seu reconhecimento coletivo então, geralmente provoca aceleração e melhoria das soluções.

Já a distribuição de renda que também é estrutural, pode ter tratamento de choque, com melhorias na qualidade de vida e reforço ao sistema capitalista, tão carente de expansão e crescimento.

A análise deve passar pela questão estratégica que está nos fundamentos da Política de Responsabilidade Social das empresas. Além dos resultados efetivos e palpáveis provocados na comunidade pelos programas sociais das empresas em curto e médio prazo; alem dos retornos através da mídia, ainda palpáveis e mensuráveis com efeitos sobre as vendas da empresa protagonista – está o maior de todos os resultados para as empresas: a sua aceitação na comunidade: a receptividade demonstrada pela comunidade de inserção. As empresas precisam se parecer com as comunidades em que atuam, precisam adaptar seus produtos, e dourá-los com serviços que sejam do gosto e preferência dos consumidores alvo, que por coincidência são a sua comunidade de inserção. Esta estratégia maior mudou as estruturas organizacionais de empresas globais para multinacionais e destas, para transnacionais durante a década de 90.

Ao instituir a PLR – Participação nos Lucros ou Resultados a Constituição de 1988 institucionalizou uma prática nas empresas de ponta da época, provavelmente as mesmas que hoje se mostram mais agressivas em suas políticas de Responsabilidade Social para com a sua comunidade de inserção, exatamente com o objetivo de distribuição de renda. Outra vez uma prescrição estratégica perfeita que, sem o “como ?”, minimizou seus resultados.


Uma empresa conhecida distribuiu em 2000 cerca de R$ 1,8 milhões em PLR aos seus colaboradores, numa agressiva política participativa. Uma significativa parcela de seus resultados. Ao definir a PLR como percentual dos salários, concentrou a distribuição de 60% daquele valor entre 9 pessoas que representam 4% do número de funcionários. A empresa não visualizou nesta política, a sua componente de Responsabilidade Social; traduzindo assim a falta de visão sistêmica ainda existente.

E mais uma máxima se confirma: o resultado depende mais da regra do jogo do que das intenções maiores.

Assim, para mensurar a visão sistêmica dos executivos de uma empresa e assim avaliar sua contribuição para as estratégias da empresa, os acionistas com visão de longo prazo deveriam demandar sobre as regras de aplicação da PLR de suas empresas.

Miguel Scotti
 

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