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Empreendedorismo Corporativo: saia do rabo do jacaré.

Miguel Scotti

Quando observada com olhos atentos a vida corporativa é, em geral, bem humorada e revela ensinamentos, que de outra forma, levaríamos muito tempo para aprender.

Um dinâmico empresário, com quem tive o prazer de trabalhar e aprender muito sobre espírito empreendedor, costuma se referir à sua equipe de quase 2000 empregados por seus dois grupos: “os nossos talentos e o pessoal do rabo do jacaré”.

Em nosso trabalho costumo designar por “DNA da empresa” ao grupo de pessoas que constitui a equipe de projeto encarregada de discutir e propor sua Estratégia e Organização. Este grupo é, em geral, formado pelos “pensadores”, “críticos”, “descontentes”, formadores de opinião, “carregadores de piano”, líderes e representantes dos grupos informais da empresa. Quando possível dissociamos a idéia do “DNA da empresa” da sua hierarquia.

Você, certamente, já ouviu outros nomes para esse grupo de “talentos” que constitui o “DNA da empresa”. Gosto de DNA porque trás consigo a idéia de “informação da origem para a evolução” – causa do progresso da empresa. Mas não é comum encontrar um nome tão apropriado para o restante da equipe: “o valoroso pessoal do rabo do jacaré”.

O rabo do jacaré vai onde o corpo (DNA) do jacaré for! Por isso é tão apropriado!

Até bem pouco tempo era relativamente fácil sair do rabo do jacaré. Bastava conhecer bem a função, o trabalho em si, ser esforçado e dedicado para galgar a um cargo de supervisão ou coordenação. Mais algum jogo de cintura, alguma habilidade inter-pessoal, facilidade de relacionamento, algum tempo de casa e ... lá estava mais um gerente. Isto ainda é comum e válido em empresas menos complexas e que atuam em ambientes tecnologicamente estáveis.

Para ambientes inseridos em ciclos tecnológicos rápidos e empresas complexas e submetidas à competição intensa – parcial ou totalmente inseridas na Era do Conhecimento – sair do rabo do jacaré exige bem mais do que esforço, tempo de casa e conhecimento da função e do trabalho. Estas, são habilidades necessárias à vivência operacional, mas não suficientes para a alavancagem estratégica.

A alavancagem estratégica é a criação de valor pela identificação e captura de novas oportunidades a partir da vivência operacional. Significa criar novos valores para o ambiente e seus interessados (cliente, acionista, empregados, fornecedores, sociedade ...). No popular: gerar mais e novos lucros a partir de uma operação existente.

É a liberação da atividade empreendedora para atuar dentro da empresa criando novas oportunidades.

Na empresa do meu amigo empresário algumas pessoas saíram do rabo do jacaré ao provar que a integração de alguns serviços e produtos, até então adquiridos externamente, poderiam criar mais valor. Eles criaram e assumiram novas unidades de negócio para a produção de embalagens, para a impressão de componentes e para a distribuição de seus produtos. Três novas operações que possibilitaram custos menores (... e maior lucro) à operação original, e novos mercados de atuação para novos ganhos.

Outra empresa, com a qual cooperamos, agregou novos serviços sinérgicos (e faturamento, e lucros) para os seus (já) clientes mediante aliança com outra prestadora. E ... mais alguns idealizadores (e implementadores) saíram do rabo do jacaré.

Então, como sair do Rabo do jacaré?

O primeiro passo é verificar se a empresa, na qual você trabalha, está interessada em crescer, assumir novos riscos calculados e progredir. Se não estiver, esqueça! Em segundo, certifique-se de que existe clima para a captura de novas oportunidades. Ou seja: que existe tolerância para com erros empenhados no progresso e reconhecimento para a inovação bem sucedida. Se não existir, esqueça! Nestes dois casos é a sua empresa que precisa sair do rabo do jacaré!

Ela não está pronta para alavancar novos valores. Assim mesmo você pode ajuda-la: desenvolvendo uma visão empreendedora, incentivando e aprimorando a percepção de oportunidades, incentivando mudanças (desde pequenas coisas), alimentando o desejo das pessoas (e o seu) de inovar, convencendo o DNA da sua empresa a investir nas idéias das pessoas, compartilhando riscos e recompensas com os demais empregados e reconhecendo que falhar é crítico, mas importante.

E lembre sempre, que este movimento todo ainda não é progresso, mas, acredite: ele virá! Tem muita gente que, como você, quer sair do rabo do jacaré!

Empreenda! Mude! Inove!
 

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