Gestão 2.0
Miguel Scotti

O modelo de Desenvolvimento Gerencial que nos trouxe até aqui pode garantir o futuro das nossas empresas?

Na segunda metade da década de 90, na esteira do pensamento cartesiano e em um mundo com foco local, e por isso simples e cheio de certezas por ser lento nas suas transformações o principal desafio da América Latina era a qualidade, a produtividade e a eficiência.

Já estávamos sendo atropelados pela era da informação e continuávamos a discutir a qualidade total, a validade da reengenharia, engatinhávamos na melhoria contínua…

Da informação à Era do Conhecimento foi um piscar de olhos! Chegou até nós a necessidade de desenvolvimento contínuo. Não era mais possível viver o resto da vida com os conhecimentos aprendidos na faculdade! … E nem tínhamos da conta da eficiência! Da produtividade não demos conta até hoje 2016!

Nossos modelos de Desenvolvimento Gerencial, assim como as práticas incentivadas na maioria das nossas empresas foram concebidas naquele mundo cartesiano, simples, lento com foco local para resolver problemas de qualidade, produtividade e eficiência!

Gestão disso, gestão daquilo, gestão daquele outro… caixas de ferramentas para especialistas, que com linguagens próprias e mil instrumentos de análise tomam as melhores decisões para as suas áreas organizacionais. Extremamente necessários em qualquer ambiente complexo! Porém com efeitos colaterais.

Com linguagens e objetivos próprios já não conseguem dialogar com outros especialistas sobre a essência do negócio, não conseguem concordar com objetivos organizacionais. O cliente? Que cliente? Valor criado? Que valor?

Nosso Mundo atual: complexo, dinâmico, muito rápido, global. Nossos modelos de desenvolvimento gerencial dão respostas a este mundo novo?

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